Artigo || Os clássicos e a importância que carregam
Por enquanto, Celly aqui. Esse post, porém, é o primeiro de um dos novos colaboradores do blog. Aqui vocês terão a primeira incursão ao mundo de devaneios de Lucas Bitencourt, que eu conheci através do grupo da Maratona Literária Me Livrando de um modo bem inusitado - e hoje, quem diria, ele faz parte da família! Aproveitem a viagem, leitores. Câmbio, desligo.
Ah, os clássicos da literatura... As duras críticas, a pura diversão e a cultura em si. A combinação perfeita, eu diria. Sou suspeito, sim, já que nada me entretém mais que um Tolkien ou Conan Doyle, mas vamos pontuar aqui alguns motivos pelos quais a leitura de clássicos é importante.
Entender o passado
“Quem lê, viaja”, não é? Os clássicos nos levam muito além de um outro lugar. Eles nos transformam em viajantes do tempo. Quer dizer, clássicos dificilmente são livros novos. O mais recente de que consigo me lembrar é Harry Potter, e nem sei bem se este é, de fato, um clássico da literatura (não me massacrem, fãs). De qualquer forma, os clássicos são, em sua maioria, velhos. Logo, acabamos por conhecer muito do que se passava no momento em que foram escritos. Os Miseráveis, por exemplo, se passa entre a batalha de Waterloo e as barricadas de Paris. Não foi escrito nesse período (as barricadas vieram em 1830, e o livro foi publicado em 1862), mas toda a história se desenrola ali, com incríveis detalhes que nos transportam para a Europa do século XIX. Outra obra digna de citação é O Apanhador no Campo de Centeio, que mostra o mundo depois da Segunda Guerra Mundial e toda a agitação da Guerra Fria sob um olhar um tanto crítico.Melhorar o vocabulário
O vocabulário de um clássico é, geralmente, bem rebuscado. Certas partes são complicadas de entender justamente pelas palavras que as descrevem. Odisseia e Ilíada são exemplos conhecidos, e ler tais obras é difícil. BEM difícil, não vou mentir. No entanto, quando nos esforçamos para aprender as palavras novas, o nosso “catálogo de expressões” se amplia e podemos, então, entender perfeitamente o que o autor quis passar ao leitor. A sensação é inexplicável. Se você já leu um trecho de certo livro clássico e entendeu todas as palavras, sem exceção, sabe do que estou falando.
Pensar e questionar
Muitas das tramas de hoje em dia são “sem sal”. Aqueles clichezinhos adolescentes que fazem um sucesso danado, sabe? Não vamos generalizar, por favor, mas não podemos negar que clássicos são bem mais profundos. Como dito anteriormente, o clássico foi escrito em uma época bem diferente. Lá, os autores se dedicavam a fazer com que seus leitores refletissem certos detalhes. Tanto que muitas obras trazem críticas severas à sociedade. Clássicos são uma excelente fonte de inspiração no que se refere a questionar o que ocorre ao seu redor.
... muito do que se lê hoje foi inspirado por algo escrito anteriormente. Não só no mercado literário, mas também no cinematográfico. Os clássicos não fazem com que apenas nós, meros leitores, nos inspiremos, mas atingem também os mais renomados escritores da atualidade.
Clássicos são atemporais
Clássicos são atemporais
Pegue O Ateneu como exemplo aqui. O livro foi publicado em 1888, mas é muito atual. A obra mostra a adolescência e a fase de “se conhecer” de Sérgio. Embora a história se desenrole em um tempo muito distante do nosso, muitos elementos se assemelham à sociedade contemporânea. A farra dos jovens e sua rebeldia em relação aos pais, um lugar onde os fracos não têm vez. Clássicos não têm data de validade.
O que você acha? Clássicos são, de fato, leitura obrigatória? Há algum motivo para ler clássicos que não foi incluído aqui? Deixe sua opinião nos comentários!
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Este post foi escrito por Lucas Bitencourt.
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